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Saiba como o viagra funciona em seu organismo

Anatomicamente falando

O corpo humano, você já deve ter percebido, é uma máquina natural fascinante, cheia de mistérios e engenhocas surpreendentes. No caso da ereção peniana masculina, é fundamental que se entenda a anatomia do pênis em primeiro lugar.

O órgão sexual masculino tem duas funções básicas: eliminar urina e liberar esperma e líquido seminal por meio do que é conhecido como ejaculação. Quando está tudo bem, o processo de ejaculação envolve três passos simples: o homem precisa estar estimulado sexualmente, o pênis responde ficando ereto e a ejaculação ocorre depois que o órgão é estimulado.

Contextualizando

Em alguns casos, porém, a ereção não acontece, o que torna a ejaculação muito difícil ou até mesmo impossível. É para esses momentos que o medicamento é indicado.

Antes de querer saber tudo a respeito, você precisa entender uma coisa: o que faz seu corpo mexer são os músculos; da ponta do dedão do pé ao braço para segurar a bolsa, tudo envolve contração muscular. O pênis, por sua vez, fica ereto não por causa dos músculos, mas pela pressão que recebe.

Imagine que você tem um balão vazio e, de repente, começa a enchê-lo com ar. Logo ele vai ficar maior e mais consistente, certo? Com o pênis a coisa é bem parecida, exceto pelo fato de que, em vez de ar pressurizado, o que faz a diferença é a pressão do sangue.

Corpos cavernosos

O órgão sexual masculino tem duas cavidades cilíndricas bastantes importantes conhecidas como corpos cavernosos, que ficam posicionadas paralelamente ao corpo esponjoso. Imagine que esses dois corpos cavernosos são dois balões cilíndricos.

Acompanhantes sp

A verdade é que esses dois cilindros são constantemente inundados por sangue enviado diretamente de artérias – depois, veias levam esse sangue a outras regiões do pênis. E é basicamente isso o que garante a ereção: sangue. Com a quantidade grande de sangue entrando, os corpos cavernosos ficam esticados e o pênis ereto.

Disfunção

Se as artérias ligadas ao pênis não ficarem abertas o suficiente para exercer a pressão sobre os corpos cavernosos e as veias, fica muito difícil ou até mesmo impossível que o pênis venha a ficar ereto. Trata-se, então, do que é conhecido como disfunção erétil.

Na década de 80, um tratamento bem popular para esse problema era a injeção de fentolomina, uma substância capaz de fazer com que as artérias se abram e o sangue jorre para o órgão. O problema das injeções era o seguinte: elas faziam efeito na hora, mesmo que o homem não estivesse sexualmente excitado.

Melhoras no tratamento

O Viagra faz a mesma coisa, só que de forma bem mais simples, com apenas o comprimido. Além do mais, o homem que toma o medicamento vai ter ereção somente quando estiver excitado, graças a uma capacidade de enviar as mensagens corretas e exatas aos neurotransmissores responsáveis pela movimentação muscular das artérias e, consequentemente, pela ereção do pênis.

Quando o homem está sexualmente excitado, seu cérebro é capaz de mandar mensagens ao pênis que, por sua vez, produz substâncias responsáveis por pedir mais sangue às artérias. Sem o remédio, as artérias receberiam a mensagem e simplesmente não responderiam a ela. Todo mundo aqui sabe como isso é chato.

Resposta

O Viagra age como o corretor chato, que fica ali, estimulando a artéria a responder as mensagens que recebe. Assim que isso acontece, o pênis é irrigado com muito mais sangue e a ereção ocorre.

Homens mais velhos podem ter problemas de ereção mesmo assim, simplesmente porque as artérias não conseguem se dilatar muito mesmo quando o cérebro manda a ordem para que isso aconteça. Existem outros meios não tão populares de lidar com o problema e, se o Viagra não resolver, é importante procurar ajuda médica.

Todo medicamento pode vir acompanhado de efeitos colaterais, e com o Viagra não é diferente. Muitos pacientes já relataram mudanças na percepção das cores verde e azul, por exemplo. Isso sem falar em dores de cabeça e ataques cardíacos – é fundamental estar em dia com o cardiologista antes de tomar o remédio. Casos de ereções muito longas e ejaculações doloridas também já foram registrados.

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